Investigado por caixa 2, deputado do DEM é confirmado como futuro ministro da Saúde

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), 53 anos, foi confirmado na tarde desta terça-feira (20) como ministro da Saúde no novo governo. Mais uma vez, o anúncio foi feito pelo Twitter do presidente eleito após encontro de Jair Bolsonaro com representantes das Santas Casas e deputados da Frente Parlamentar da Saúde em Brasília.
Apoiador de Bolsonaro desde o início da campanha, Mandetta será o terceiro representante do DEM no futuro primeiro escalão, junto com o deputado gaúcho Onyx Lorenzoni, que assumirá a Casa Civil, e a deputada Tereza Cristina, que vai para a Agricultura.
Ortopedista pediátrico e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, o novo ministro não se candidatou ao terceiro mandato de deputado neste ano e, portanto, ficaria sem uma cadeira na Câmara na próxima legislatura.
Alvo de inquérito
Mandetta é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 no contrato para implementar um sistema de informatização na saúde em Campo Grande, no período no qual foi secretário.
O futuro ministro teve os bens bloqueados em uma ação civil pública relativa ao caso. Aos jornais ‘O Globo’ e ‘Folha de S.Paulo’, ele negou qualquer irregularidade na aquisição e instalação do sistema de Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde (Gisa) e disse que explicou o caso a Bolsonaro.
O Gisa custou quase R$ 10 milhões entre recursos federais e municipais. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões em pagamentos indevidos por serviços não executados.